O problema de pesquisa
Uma história também construída por mulheres
A dissertação analisa como o processo de institucionalização da Umbanda, a partir da década de 1920, alinhou-se a estruturas da sociedade dominante e contribuiu para marginalizar as mulheres — especialmente as mulheres negras — nos espaços formais e na literatura da religião.
A presença feminina foi constante nas práticas e nos terreiros. Ainda assim, registros institucionais e narrativas hegemônicas sobre a história da Umbanda silenciaram muitas dessas atuações. A pesquisa propõe contar uma versão da história da religião no Rio de Janeiro que reconheça a importância das mulheres negras e a presença de diferentes mulheres, antes e durante as primeiras décadas de sua conformação como religião.
O apagamento das mulheres não é circunstancial: integra um processo institucional e estrutural atravessado por uma história patriarcal, colonial e racializada.
